Definir o conteúdo dos produtos, implementar os algoritmos de processamento e gerar os produtos finais. Abordagem plan-driven e data-driven.As actividades de Processamento de Dados da carga útil dos satélites requerem primeiro uma análise profunda da missão e dos objectivos dos instrumentos. O alcance desta actividade vai desde a definição das interfaces e do conteúdo dos produtos até à análise e implementação dos algoritmos de processamento adequados a cada instrumento, com a devida integração na infra-estrutura do Segmento de Solo. Durante a fase de desenho dos processadores de dados deve efectuar-se um estudo detalhado das necessidades da comunidade Científica para os dados recebidos dos instrumentos, assim como dos algoritmos de processamento existentes. Actividades de prototipagem podem iniciar-se caso não exista um conhecimento suficiente do problema ou caso estejam a ser investigadas novas ideias. Os resultados desta fase inicial são os requisitos de Dados Auxiliares, o formato e conteúdo dos produtos da missão e os algoritmos de referência a utilizar.No que toca às estratégias de processamento, hoje em dia utilizam-se duas aproximações principais: aquelas dirigidas por um plano (plan-driven) ou por dados (data-driven). As que são dirigidas pela existência de um plano (por exemplo o PDS do ENVISAT) dependem de informação a-priori da configuração dos instrumentos e do downlink de dados para estabelecer um plano de processamento optimizado. Os algoritmos de processamento seleccionam-se de acordo acom este plano e espera-se que os resultados estejam também de acordo com o plano. O processamento "data-driven" não necessita de um conhecimento prévio, analisando apenas os dados de entrada para determinar o melhor algoritmo de processamento. A aproximação ou abordagem baseada num plano permite uma melhor optimização de recursos do Segmento de Solo mas é menos flexível a excepções que possam ocorrer quando, por exemplo, os dados recebidos não se ajustam ao plano esperado. Pelo contrário, a abordagem "data-driven" é completamente flexível e depende do nível de autonomia incorporado na sua base de dados, mas por outro lado pode também ser complicado optimizar o Segmento de Solo em determinadas circunstâncias. A DEIMOS está actualmente a trabalhar em diversos projectos de processamento de dados, cobrindo os diferentes passos do desenho e implementação dos Processadores de Dados. Como exemplo, está neste momento a participar no desenho e implementação do protótipo do Processador de Nível 1 do SMOS, detalhando os formatos dos produtos de nível 1 e os seus algoritmos e implementado-o num processador "data-driven" muito próximo ao operacional. |